A POSIÇÃO DA APÓS FURNAS SOBRE OS PLANOS DE SAÚDE DA REAL GRANDEZA

maio 31, 2019 by Bella Padilha in Real Grandeza, Saúde

As recentes medidas tomadas pela Real Grandeza para restabelecer o equilíbrio do PLAMES, ainda que impopulares, são inadiáveis, em face dos deficit recorrentes apresentados pelo Plano Básico, situação que também já começa a se verificar no Plano Especial. Diante de um quadro assim, onde os planos caminham para a insolvência, é dever dos gestores tomar medidas capazes de sanar as deficiências apresentadas. É exatamente isso que, a nosso ver, a Real Grandeza está fazendo, razão pela qual vimos apoiando as suas medidas, ainda que o nosso apoio não se dê de forma irrestrita.

As alterações que aquela entidade vem fazendo em relação a decisões previamente divulgadas, como no caso da tabela de rendas para a determinação dos subsídios do Plano Salutem no Programa Acolher e, mais recentemente, nas regras de aplicação das franquias hospitalares, dos Planos Básico, Especial, Executivo e Executivo Plus trazem insegurança para os participantes, sobretudo num momento em que estão angustiados pelas decisões que têm que tomar.

Sabemos das dificuldades que os assistidos vêm enfrentando, principalmente os de menor renda, por isso damos ênfase à importância do Programa Acolher, que, em boa hora vem subsidiar em até 70% os assistidos de renda familiar menor que R$ 15.968,00.

Lamentamos, também, que não tenha sido encontrada uma alternativa para minorar o impacto do aumento para aqueles que perderão o subsídio do Plano Básico e do Especial. Os recursos do FESP estão agora destinados a subsidiar exclusivamente o Programa Acolher.

Por outro lado, destacamos também a iniciativa da Real Grandeza de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças através do Programa FRG Vida, que já está sendo implantado.

A APÓS-FURNAS não vê razão para discordar dos cálculos atuarias dos custos dos planos e recomenda, mais uma vez, aos seus associados e aos assistidos em geral, que não se deixem levar por mensagens de grupos de internet que, de forma leviana e divisionista, vêm prometendo soluções irrealistas para os preços dos planos.

Por outro lado, a APÓS-FURNAS está estudando a possibilidade de tomar medidas judiciais para obrigar Furnas a restabelecer o pagamento do custo administrativo do PLAMES referente aos assistidos.

Alguns associados perguntam a nossos dirigentes e conselheiros se devem permanecer no plano de saúde atual ou migrar para os planos regionais Salvus ou Salutem. Tal avaliação depende de diversos fatores, tais como: se o titular possui ou não um cônjuge, se há dependentes (filhos menores) ou agregados (filhos de maior idade e não universitários, netos ou bisnetos), da sua renda familiar (do titular e do cônjuge, se houver) e da idade do titular e do cônjuge. Orientamos que cada assistido titular em dúvida consulte a Fundação Real Grandeza, que desenvolveu um simulador muito efetivo que poderá ajudá-lo na tomada de decisão.