EDITORIAL: Os problemas de PLAMES exigem nossa cautela

Os problemas que o PLAMES tem apresentado recentemente têm afligido os seus usuários. A Após-Furnas recebe constantemente muitas reclamações de associados que relatam as suas dificuldades em relação ao atendimento do PLAMES, como telefones inacessíveis, informações desencontradas, profissionais e hospitais que não prestam mais atendimento, reembolsos que não são creditados, muita demora no atendimento presencial e outros que encaminhamos à Ouvidoria da FRG.

Os diretores da Após-Furnas ao longo do tempo vêm mantendo permanentes contatos com diretores e conselheiros da FRG, juntamente com a ASEF, solicitando providências, procurando a solução para esses problemas.

Soubemos, através desses contatos, que a Real Grandeza “herdou” dezenas de milhares de procedimentos – uns falam em 48.000, outros em 45.000 – remontando a janeiro de 2015, que deveriam ter sido processados por Furnas antes de 1º de maio, data em que se deu a transferência da gestão do PLAMES. Os profissionais de saúde que não foram pagos nesse período ficaram temerosos de renovar o credenciamento nessas condições.

Há ainda o chamado efeito cascata, pois para alguns ainda é possível pagar a consulta e solicitar o reembolso, que demora a ser pago, sobrecarregando os atendimentos telefônico e presencial. A FRG solicitou três meses para colocar tudo em dia.

E nós, que pagamos os nossos planos com sacrifício, como ficamos?

Nesses contatos fomos informados de várias providências que foram tomadas no sentido de minimizar os referidos problemas. Mas não foi o suficiente.

Por outro lado, as discussões têm sido muito duras (e a gente reconhece que a insegurança gerada faz as pessoas se armarem em defesa própria), às vezes atingindo a própria Após-Furnas, como se tivéssemos algum poder efetivo para essa solução. Podemos apenas reivindicar, cobrar e pressionar.

Nossa associação – onde a diretoria e os conselhos foram eleitos numa assembleia recente, aberta a todo associado que tivesse interesse ou disponibilidade para representar todos os associados – pode ser forte, se estiver unida. Dividida, poderá estar atendendo a eventuais interessados com o fim do Plames na FRG, onde temos Conselhos Deliberativo e Fiscal com membros eleitos.

Alguns têm o entendimento de que nós, aposentados, não temos alternativas de plano de saúde fora do PLAMES, pois, segundo informações da FRG, quando o plano foi oferecido para o mercado, nenhuma operadora de saúde se interessou em administrar a massa de aposentados, em razão da idade avançada da maioria.

Não queremos enfraquecer mais a Fundação como administradora do Plano de Saúde para que não venha, sem a gente esperar, uma decisão de cima que mude tudo, que imponha uma nova estrutura administrativa, mais cara, e sem os controles legais que tem a FRG.

Os comentários irados proferidos em público ou em redes sociais refletem o descontentamento do usuário, mas não contribuem para a correção dos problemas. Se essa ira crescer mais, a ponto de ensejar uma intervenção da patrocinadora, talvez estejamos dando um tiro no pé.

Rio de Janeiro, junho de 2015
A Diretoria