A transição do Plano de Saúde para a Real Grandeza

julho 27, 2014 by admin in Plano de Saúde with 4 Comments

A transição do Plano de Saúde  para a Real Grandeza


Autor: Horácio de Oliveira – Diretor de Ouvidoria da Real Grandeza [email protected] – (21) 2528-6917 / 97224-4602 Julho 2014

Em 22 de julho de 2014, o Diretor Presidente de Furnas, Flávio Decat, as­sinou a Proposta de Resolução de Dire­toria que encerra o projeto iniciado em 2011 e marca o início de uma nova etapa: a administração integral do Plano de Saúde pela Real Gran­deza. O trabalho teve o apoio de todos os Diretores da empresa, que assinaram no mesmo dia a Resolução de Diretoria. Em 5 de agosto, o Conselho Deliberati­vo da Real Grandeza aprovou a unificação do Plano de Assistência à Saúde, ratificando a decisão de Furnas. Há três anos, demos o primeiro passo para esta que entendemos ser a única alternativa para absorção de todos os participantes e assistidos no Plano de Saúde, pois esta condição possibilitaria abrigar os empregados e ex-empregados de Furnas, da Eletronu­clear e da própria FRG em um plano mais robusto. No dia 10/05/2011 ocorreu a primeira reunião do Grupo de Trabalho nomeado pelo Conselho Deliberati­vo da FRG e pela Diretoria de Furnas. Compa­re­ce­ram membros indicados por Furnas e pe­lo Conselho Delibe­rativo da Real Gran­deza, representantes de Sindica­tos, da ASEF, e da Após-Furnas. Por Furnas, estiveram presentes nes­ta pri­meira reunião: Pedro Cardoso Fran­co (coordenador); Edson Soares Milani; Luiz Antônio Cabral Mon­teiro; Carlos Edu­ar­do da Silva Bessa; Mar­cos Antô­nio Carvalho Gomes; Arlon Martins Odi­lon; Sérgio de Al­meida Lopes e Renata Rocha Ro­drigues. Pelo Conselho Deliberativo da FRG, compareceram Horácio de Oliveira (coordenador); Edson Franco Belga de Me­deiros, representante da Eletronu­clear; Áttila de Cas­tro Filho, representante dos tra­balhadores; Pedro de Oliveira Trotta, re­presentante de tra­ba­lhadores e assistidos; e Wilson Ne­ves dos San­tos, Di­retor indicado pela FRG. Pelas entidades sindicais, estiveram presentes: Carlúcio Gomes de Olivei­ra, da Inter­sin­dical, tendo Paulo Silva Castro co­mo substituto em eventuais impedimentos; e Messias José Bei­rigo, da União Sin­dical, tendo como substituto José Carlos de Souza em eventuais impedimentos. Pela Após-Furnas, compareceram Ol­degar Sapucaia, seu Presidente, à época, e Pedro Ernesto de Oliveira Costa, Conse­lheiro Deliberativo da Associação e re­presentante no Comitê do PLAMES. Esse grupo de 19 pessoas já na primeira reunião estabeleceu as linhas mestras do projeto: buscar a centralização das atividades em um único gestor; se possível, manter a autogestão; comparar a gestão do Plano de Saúde dos empregados de Furnas e a gestão do PLAMES com o mercado de saúde. Entender esse projeto é difícil para aqueles que não integraram esse Grupo e não acompanharam suas atividades. Mais di­fícil ainda para os que, premidos pelos aumentos do PLAMES em face da aposentadoria, buscam uma solução para cuidar da saúde de forma digna, sem comprometer seu orçamento. Assim, embora não tenha a intenção de alongar esta prestação de contas aos Partici­pan­tes e As­sistidos (em especial, a estes últimos), é preciso esclarecer os pontos fundamentais do referido projeto. Procurarei esclarecer da forma mais simples possível o Plano de Saúde – de cuja transferência para Real Grande­za estamos tratando – e o PLAMES, em si. Se ao final restar alguma dúvida, meu endereço eletrônico e telefone estão à disposição (estimaria que as perguntas fossem objetivas, para atendê-las no menor prazo). Hoje, Furnas administra o Plano de Saú­de de empregados e dependentes, e co­bre 90% dos gastos médicos. Isto é parte de sua Política de Recursos Hu­ma­nos e consta de Acordo Coletivo de Tra­balho. Muitos empregados fizeram adesão ao PLAMES e pa­gam mensalidades correspondentes aos 10% faltantes. Isto é: para estes, Fur­nas cobre 90% através do seu Pla­no de Saúde, e o PLAMES cobre o restante. Para os Assistidos e seus dependentes, a cobertura vem só do PLAMES, e para tal, pagam 100% da mensalidade. Em 2011, Furnas buscou alternativas pa­ra o Plano de Assistência à Saúde de em­pregados e dependentes, iniciando estudos da viabilidade de contratar o Pla­no de Saúde com terceiros, inclusive da FRG. Cons­tituiu um Grupo de Tra­balho para estudar a questão e apresentar alternativas de solução. Ressalte-se que, hoje, Furnas e a FRG têm registro na Agência Na­cional de Saú­de – ANS como operadoras de Plano de Saúde. Para realização do estudo, foi preciso contratar uma empresa especializada no mercado de Planos de Saúde. Foram convidadas a Rodarte No­guei­ra, a AON Hewit e a Towers Watson para elaborarem propostas. Após as suas apresentações, o Grupo de Trabalho escolheu, por maioria dos vo­tos, a AON Hewit – não apenas pelo me­nor preço, mas, principalmente, pela expertise na matéria. Além da proposta técnica, a empresa fez uma pesquisa no mercado para compreender melhor a nossa pretensão e ajustar o trabalho às nossas necessidades. Sua pesquisa trouxe resultados surpreendentes: todas as operadoras querem ad­ministrar o Plano de Saú­de de empregados e de­pen­den­tes, mas por um custo mui­to acima do atual; para os dois grupos (em­pregados e as­sistidos) o custo se­ria ainda maior, considerando a faixa etá­ria dos as­sistidos; e ne­nhuma operadora quis administrar um plano somente de assistidos. A partir desses resultados, por sugestão da AON, o Grupo de Trabalho levou a Fur­nas a indicação de um Plano de Au­to­ges­tão centralizado na FRG: esta pas­saria a administrar o PLAMES e o Plano de Saú­de dos empregados de Furnas, que cancelaria seu registro na ANS. Redirecionando os trabalhos em acordo com a Diretoria de Furnas, de­mandamos o apoio técnico da Dra. Viviane Perrier, da Gerência de Su­porte a Ges­tão de Pes­soas – GAP.A e de An­dréa Jaguaribe, Ge­rente de Saúde da Real Grandeza. Mais adiante, contamos com o apoio jurídico da Dra. Renata Rodrigues, da Assessoria Jurídica de Furnas (que já fazia parte do Grupo de Trabalho) e do Dr. Daniel Ataíde de Andrade, indicado pela Fundação. Concluída esta fase, e considerando que Furnas tem como premissa não au­men­tar seus in­ves­ti­mentos ora realizados na administração dos benefícios de saúde, pas­sou-se para a fase de au­ditoria dos registros desses investimentos. Contra­ta­mos a auditoria independente de Fernan­do Motta & As­so­ciados, que le­vantou to­dos os nú­me­ros do relatório de Furnas e, para a asseguração do que havia encontrado, entrevistou todos os prestadores de ser­viços de saúde, em­pregados ou terceiros. A importância assegurada será o va­lor base do aditamento ao Con­vênio nº 9734/91, em vigor, firmado entre Fur­nas e a FRG asseverando que a empresa não terá in­cremento nos seus custos, o que atende ao plano de racionalização de pro­cessos que está sendo implementado na empresa. A unificação da gestão, dentre outras me­didas, proporcionará economia ao Pla­no de Saúde e, por consequência, um re­passe maior para o Fundo As­sis­tencial – FAS, permitindo, de imediato, o início de projetos de otimização e regulação que, em médio prazo, possibilitarão a estabilização das mensalidades e equilíbrio de suas contas do PLAMES . Após a conclusão do serviço de asseguração pela Fernando Motta, visando ga­rantir que os serviços seriam prestados pela FRG a preço justo e nas condições propostas, foi ne­cessário ela­borar o regulamento e de­talhamento de um Comitê de Fu­rnas, para acompanhamento e a­poio da uni­ficação da gestão. Este processo demandou mais prazo, e, em maio último, a Após-Furnas cumprindo seu papel estatutário, convocou seus associados para uma manifestação na porta de Furnas, para de­monstrar sua insatisfação com a demora no desenrolar do projeto. Compareceram mais de 100 assistidos, que deixaram seus afazeres e vieram apoiar a entidade. Decidiu-se pela instituição de uma comissão de oito pessoas para ir dialogar com o Pre­sidente de Furnas sobre o assunto. O Presidente recebeu muito bem a comissão, e se comprometeu com o encaminhamento deste ato de gestão para aprovação pela Diretoria. Expli­citou que para tal, seriam ne­cessários o Regulamento de Unifi­ca­ção de Ges­tão dos Planos de Assis­tência à Saúde e o rol de atividades contempladas. In­da­ga­do pela Após-Furnas qual seria o prazo máximo para levar a ma­téria à apreciação da Diretoria, o Presidente afirmou ser de dois meses. Assim, eu e o Pedro Franco ficamos com a incumbência de, no menor pra­zo possível, apresentarmos os referidos instrumentos com os ajustes solicitados. No mesmo dia começamos a elaborar as peças, com a ajuda de Andréa e do Dr. Daniel, e a revisão con­junta das Dras. Viviane e Renata. Em síntese, o projeto se fundamenta na autogestão através de uma única operadora, ou seja, a Real Grandeza, e a esta caberá continuar administrando o PLAMES e, por consequência do aditivo ora firmado com Furnas, administrará também o Pla­no de Saúde de seus empregados e dependentes. A economia gerada com uma única gestão, com os projetos de otimização e regulação, além de outras funções necessárias, como Auditoria Mé­dica permanente, permitirá uma redução no custo dos planos. Essa economia será usada (como consta em instrumentos que são partes integrantes do projeto), através do Fun­do Assis­ten­cial para equilibrar o PLAMES em médio pra­zo, e reduzir ou estabilizar as mensalidades de todos. Neste contexto, a FRG passará a administrar cerca de 41.000 vidas, o que lhe dará um poder de negociação mui­to grande com os credenciados. A Após-Furnas, ciente da importância deste projeto para todos, dedicou-se plenamente e com extrema habilidade contribuiu para que este fosse concluído no prazo acordado. Registramos, ainda, as manifestações advindas dos representantes sindicais que desde o início trabalham junto conosco neste grandioso projeto, além do apoio dos demais Sindicatos e da ASEF. Ressalto que todo o trabalho, desde o início, é de pleno conhecimento e apoio do Presidente do Conselho De­li­berativo e demais Conselheiros da Real Grandeza, bem como da Di­re­toria, em especial do Diretor de Segu­ridade, parceiro nesta empreitada, e que todos, indistintamente, têm nos apoiado nessa trajetória. Cabe registrar, ainda, que o trabalho é detalhamento técnico de processos, regulamentos de governança, etc. que não alteram o conquistado até então, sejamos nós participantes ou assistidos. A manutenção da autogestão e a unificação desta gestão na Real Gran­deza só virá a acrescentar resultados positivos ao nosso Plano de Saúde. Com a aprovação técnica da Dire­to­ria de Furnas e da FRG, estamos ini­ciando a fase de implementação da unificação e, oportunamente, daremos am­pla divulgação dos fatos a to­dos os Par­ticipantes e Assistidos. A todos, indistintamente, o nosso muito obrigado por acreditar e confiar no nosso trabalho. Solicitamos a compreensão daqueles que, de for­ma direta ou indireta, ajudaram no projeto e, por não pecar por falta ou excesso, deixamos de citar nomes. Chegamos ao fim dessa empreitada, mas não concluímos toda a tarefa. Esta será laureada com a implantação e desdobramento de seus projetos. Assim esperamos e acreditamos.

4 thoughts on “A transição do Plano de Saúde para a Real Grandeza

  1. Stella Alves de Souza

    Na ocasião da transição de Furnas para Fundação Real Grandeza, talvez por erro de minha interpretação, não procedi a novo credenciamento e continuei a atender normalmente aos pacientes cobertos pelo plano. Um desses paciente chamou a minha atenção de que o meu nome não constava do aplicativo de credenciados, razão pela qual entro em contato para ser informada como proceder para normalizar a minha situação perante essa empresa. Grata, aguardando orientação.

  2. NELSON DAMASIO CURTY

    Gostaria de melhores esclarecimentos sobre assistidos. O que eu pago de mensalidade do PLAMES é UM ABSURDO.Sou aposentado de FURNAS desde Dezembro de 1997.

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